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domingo, 12 de setembro de 2010

Entre espaços

Entre pará...
Grafos o vazio.

Separam-se
Entre linhas retas:
Cabrestos.

Falta
Enxergarem-se
Entre as árvores.

E correrão juntos
Nas linhas curvas
Do contexto.

novo, mas ainda orgânico

Não pude me negar
Às cores.

Mais rústicas
No que lhes enformam.

O refino de linhas
Só definiam formas.

Mas a essência
Ainda se recheia
Dos contrastes
Da indefinição.

Benê Dito Deíta

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desalinhos e descolores

DESALINHOS E DESCOLORES

Ventos e brisas
Se misturam cada vez mais
Aos dias de sol
Tornando seus calores
Lembranças enevoadas
Que me entornam
E me observam de longe.

Minha vista se embaça
Buscando as linhas
De algo que era
Só rascunho.

Haverá tempo ainda
Para delineá-las
E dar-lhes cores reais?

Construí enroscado nas pedras que colhi sem projeto.

Benê Dito Deíta

sábado, 24 de julho de 2010

Hidrografia Pobre

Hidrografia Pobre

Rios ralos
Brotam na minha terra.
Onde se mergulha
Uma parte por vez.

Rios intermitentes
Raspam sobre minhas pedras.
Trazendo-lhes somente areia.

Rios inexistentes
Carregam meus pensamentos
Sem oceano pra desembocar.

São águas confusas
Querendo volume intenso e real
Pra alma enxaguar

VAZIO

VAZIO

Que corra
Um rio
A alargar
O leito
Onde repouso.

Desencrespe
Meus veios
Secos.

E que
Encontre
A calmaria
De um lago.

Benê Dito Deíta

sábado, 20 de março de 2010

Contos ou Versos?

CONTOS OU VERSOS?

Abriu o chocolate...
Companhia para minutos.


Mudou seu rumo:
Dobrou a esquina.

Perdeu o relógio.
Achou-se nas nuvens.

Abriu o caixão.
Odiou suas flores.

Entre duas ruas,
Voltou para casa.

Esqueceu a resposta.
Conveniência para porvires

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Braçosquerbraços

Braçosquerbraços


Braços são necessários neste momento, num registro escrito . Mas já os elevamos a membros de muito maior importância. Nos abraços que demos por vários motivos.

Nos dias onde um machucado ou uma pequena mágoa do dia a dia pediu braços reconfortantes.

Mesmo nos que são dados por hábito. Nos almoços de domingo, na minha casa, já que ela não é a mesma que a sua há um bom tempo.

Num momento de busca e apoio, enquanto aprendemos a nadar por águas novas, calmas ou revoltas.

Simplesmente na piscina do condomínio, soltando risadas de nervoso ou por conquistar meio metro de água, terminando nos braços de quem mais valoriza nossos esforços. Ou nas águas de maior ansiedade, por perceber que não é mais menina , entregue aos tons de rosa, chorosos, e sim uma mulher prestes a mergulhar nos amores em vermelho que a vida reservou. Ao inesperado, ao inevitável, ao que terá que procurar para acreditar na felicidade.

Mesmo quando não os têm por perto, espero que a pura lembrança possa ajudá-la. Pois, pode ter certeza, que muitas vezes, foram lembranças dos seus envolvendo os meus que me fizeram caminhar.